quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sobre os medos do amanhã!


Às vezes o medo do amanhã nos assalta. O que fazer quando todos os meus amores tiverem partido? Com quem estarei? Quem serão os, agora desconhecidos, novos amores que darão brilho e sentido à minha permanência aqui? Amar-me-ão da maneira que sou e aceitarão os meus erros como meus atuais amores? Eu não os conheço. Deverei preparar-me para esperá-los? Melhor não, isso poderia desagradar meus amores de agora. E se eu seguir viagem primeiro e deixar o caminho aberto a novos amores aos meus amores de agora? Serei capaz de partir em paz sabendo que outros estarão sentados em meu cantinho se aquecendo com meus cobertores? Hoje o dia amanheceu bonito mais uma vez e ainda estamos aqui. Esta é uma dádiva inédita. Sei que o mais importante não é quanto tempo estaremos por aqui, e sim, quanto amor serei capaz de dar aos amores que agora me rodeiam. Que eu os ame a ponto de nunca desejarem partir.

Thiago Mendes

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sobre algo mais precioso do que carne e lã!


José, o jovem pastor da cidade de Zoar, seguia seu destino ao lado das poucas ovelhas que possuía. Sua vida, seus sonhos e cada uma de suas esperanças estavam ali, no pequeno rebanho que ele cuidava. O pastor, claro, era chamado de louco pelos moradores da região. “Ei, esse não é o sujeito que conversa com ovelhas?”, gritara o homem à beira do caminho. “É este mesmo”, responde o outro em tom sínico, “deve ser bruxo, por isso fala com animais”. Mas o pastor de Zoar não se importava. É lógico que no início, até concordava com os moradores da cidade, mas com o tempo, foi aprendendo a linguagem de suas ovelhas e descobriu que elas também aprenderam a sua. “O verdadeiro pastor”, aprendera ele, “precisa conhecer as necessidades de seu rebanho, e o rebanho, também precisa conhecer as necessidades de seu pastor”. E era justamente por isso que manhã após manhã, José ouvia cada uma delas e descobria as suas necessidades. Com o tempo, aprendeu que as ovelhas podem oferecer algo muito mais precioso do que carne e lã: companhia.  

Thiago Mendes

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sobre ser como os mares!


Láo-Tsé, o grande mestre da filosofia da China antiga, disse que é melhor que nos mantenhamos sempre por baixo das outras pessoas. O sábio justificou seu pensamento dizendo que o mar só recebe todas as águas do mundo por se manter nesta posição. Ele estava certo. A grande maioria de nós acha que receberemos algo por nos impor acima das outras pessoas. Isto é um grande engano. É melhor nos manter no nível do mar, sem querer nos impor a ninguém. Se assim fizermos, com toda certeza a vida nos encherá de recompensas e nossa batalha será travada de forma muito mais bonita. Que não queiramos estar acima de ninguém e assim como o mar, reinaremos sobre as montanhas, matas, e até sobre as mais altas nuvens. Que aprendamos com os mares que mesmo grandes e imponentes, com muita sabedoria, preferiram ficar abaixo.

Thiago Mendes 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sobre coisinhas que não podemos mudar!

É bem verdade que o tempo que nos conduz para frente, é também aquele que nos transforma. Amanhã serei um novo escritor, escrevendo para novos leitores. Sim! Eu terei mudado. Vocês terão mudado. Mas apesar de o mundo estar girando tão rápido ultimamente, há em nós, algumas coisinhas que não podemos deixar mudar. Se você traz dos seus primeiros anos qualidades como pureza, incapacidade de julgar uma pessoa apenas por aquilo que ela se veste, gratidão pela vida, e a consequente satisfação ao que você tem, não permita que o tempo e as circunstâncias mudem isso. Se você traz dos primeiros anos uma alma boa, limpa, sem mágoas e ressentimentos; se você é capaz de proteger as pessoas bem mais que ataca-las e feri-las, não mude isso.  Os tempos mudaram, nós mudamos, mas o Reino dos Céus continuam sendo apossados por aqueles que são simples e puros como as crianças.

Thiago Mendes 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Sobre mulheres e chocolate!


Elas adoram chocolate. Eles as adoram. Elas adoram compras, passeios e liberdade. Eles adoram o silêncio, bons lábios e o frio.  Elas têm variadas preferências: algumas os mais escuros, outras os brancos ou mistos. Eles preferem as que têm mais fome. Para elas, há sempre momentos especiais para curtir. Para eles, cada momento pode ser especial se estivermos com a pessoa certa. Para elas, coisas como Lua, chuva fina e bons vinhos são sempre ótimas opções para acompanhar o amor. Para eles, a vontade será sempre o melhor motivo. Para elas, a maior de todas as aventuras é viver um grande amor. Para eles, as maiores aventuras da vida acontecem justamente quando não as estamos esperando. Para elas, príncipes encantados ainda existem e podem chegar a qualquer momento. Para eles, princesas não aparecem; elas vão sendo construídas dia após dia. Claro, mulheres e chocolate têm as suas diferenças, mas certamente nunca deixarão de fazer parte da vida um do outro.

Thiago Mendes

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sobre situações aparentemente impossíveis!


De vez em quando o Soldado da Paz se depara com situações que parecem impossíveis de serem resolvidas e chega a pensar que tudo está perdido. Mas aí ele se lembra que já enfrentou circunstâncias semelhantes no passado e no final tudo se resolveu. “Vou usar as mesmas estratégias de manter a calma de não tomar decisões precipitadas, nem culpar inocentes”. E aí chega a hora de enfrentar a situação, mas pouco a pouco, o Soldado da Paz percebe que da forma que ele cresce em fé e atitude diante da circunstância, ela se encolhe diante dele. Quanto mais coragem e ousadia, mais o problema parece pequeno. E no final vem a recompensa. Ele descobre que estava certo: as velhas estratégias funcionaram novamente. Era só mais um teste para saber se sua fé ainda está intacta. É hora do Soldado da Paz chamar os companheiros e dividir os seus despojos.

Thiago Mendes 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sobre ilhas, palavras e tesouros!


Novamente a tela está em branco. Diante de mim instala-se um novo desafio: o que escrever? Pego outra vez o meu barquinho e vou remando. Busco em cada ilha uma pista tentando encontrar o bom tesouro a fim de dividi-lo com vocês. E ele está sempre ali, escondido em algum lugar destas ilhas invisíveis e misteriosas. Tenho que responder sempre a mesma pergunta: “De onde vem a inspiração para escrever uma história diferente todos os dias?” Não sei! Talvez cada um de nossos personagens seja responsável pela própria história que vive. A Mulher de Fé e sua constante luta com a própria alma; os diálogos do Arqueiro e seu anjo; o Soldado da Paz e seus homens; o mestre Álih e seu aprendiz, Jávier, que encontram a sabedoria estando perdidos entre as montanhas. Cada um deles tem um pouco de nós, de nossas dúvidas e de nossos sonhos e talvez seja por isso que no Diário de um Soldado sempre encontramos algo que “era para mim”. E realmente era e é! Vou continuar encontrando tesouros e dividindo-os até que os meus braços se cansem de remar. Enquanto isso divido com vocês o que tenho encontrado. O Cristo não se enganou: O homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o bem. Que nós façamos assim.

Thiago Mendes 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sobre o assunto, o cardápio, e a sobremesa!


Ei, sente-se aqui comigo. Sim, recoste-se em meu peito e, se desejar, ouça meu coração bater. Pode ser que ele te conte meus segredos, medos, dúvidas e sonhos. Não tenha medo da entrega; na verdade muitos de nós estamos sacrificando uma vida inteira esperando que coisas importantes aconteçam e, enquanto isso perdemos grandes oportunidades de percebermos o quanto é simples ser feliz. Sim, venha sem medo, a porta está aberta, entre sem bater e falaremos sobre o que desejar. Hoje você escolhe o assunto, o cardápio, e a sobremesa. Sinto que o fato de termos crescido fez de nós pessoas mais frias e menos capazes de compreender-nos. Isto não é bom. Até mesmo coisas puras como amor e amizade precisam de seus momentos para pensar e renovar os seus votos. E aqui estamos nós. Espero que sejamos capazes de aproveitar cada segundo enquanto sabemos que ainda é possível reescrever as nossas histórias.

Thiago Mendes

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sobre a arte de adaptar-se!


Adaptar-se é uma arte. E o arqueiro sabe que uma das maiores características de um guerreiro vencedor é a de tornar-se tão dócil e tão ameaçador quanto o momento lhe exige. “O arqueiro precisa saber se adaptar. Se as coisas mudaram, mude com elas”, dissera seu mestre. E ele tenta obedecer ao máximo. Mas quando mudanças bruscas acontecem no ambiente de batalha, o arqueiro precisa se apressar para não perder o ritmo. Ele troca sua armadura, sua arma, e vai para o combate. Os companheiros questionam: “O que está fazendo? Passou a vida toda lançando flechas. O que faz com esta espada?” Ele sorri. Não deixou de ser um arqueiro, mas neste momento a espada é mais importante. E é justamente esta a diferença entre ele e aqueles que fazem da arma a sua limitação.
Thiago Mendes

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sobre quando falta um anjo terreno!


Hoje tudo que a Mulher de Fé gostaria de ter era alguém a quem pudesse abraçar e falar sem medo acerta de suas fraquezas sem que elas fossem usadas contra ela no futuro. A Mulher de Fé sabe que nem todos os que choram conosco, são também capazes de sorrir. Claro, alguns telefonemas e sua casa estará cheia de pessoas para velarem suas lágrimas, mas e no dia de sua festa, quantos dançarão com sinceridade? Ela precisa conversar com alguém, confessar algumas fraquezas e ter suas lágrimas enxugadas sem preconceito. Mas é em momentos como este que descobrimos que apesar de estarmos arrodeados de pessoas, em algumas dimensões da existência, estamos existindo só. Companhia deveria ser o nome dado a alguém que dividimos a vida em todas as suas dimensões. A Mulher de fé descobriu que criamos relacionamentos que se enquadram com áreas específicas da nossa vida, mas existe alguém a quem possamos falar sobre tudo? Ela não se lembra de ninguém neste momento e volta a fazer o que tem feito há anos a fio: dobra os joelhos e faz suas preces. Não encontrou nenhum anjo aqui na terra em quem pudesse confiar a sua vida.

Thiago Mendes

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sobre a fraqueza dos invejosos!


Senhor ensina-me a compreender a fraqueza dos invejosos e que, mesmo não concordando com suas práticas tão lamentáveis, eu seja capaz de amá-los e incluí-los sempre em minhas orações. Amado Senhor, confesso que ouve momentos em que quase caí na rede da mágoa e até dei alguns passos para tirar satisfação; mas aí, guiado pelo Teu Espírito, entendi que não posso controlar o coração de outra pessoa e o máximo que posso fazer é cuidar do meu próprio coração. Sim, Senhor, Tu sabes que por muitas vezes fui assediado e em algumas delas quase derrapei. Ainda bem que estavas lá e segurou-me para que eu não caísse. Quando percebi Tua presença senti-me mais seguro e fortalecido. Senhor livra-me de exercer o mal e de deseja-lo; livra-me de não ter alegria na alegria alheia; livra-me de recolher a mão quando deveria estendê-la e de não perdoar os que me tem ofendido. Eu sei meu amado Senhor que só assim serei capaz de combater o bom combate até o fim.

Thiago Mendes

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sobre a prova da maturidade!


Quando o Soldado da Paz percebe que não tem havido avanços nem recuos no combate, decide que é hora de buscar conciliação. O exército está desgastado, começa a faltar mantimento e o sentido da batalha parece ter desaparecido. O Soldado da Paz cavalga sozinho até o acampamento vizinho. “Estamos nos mantendo no campo de batalha apenas para medir forças. Não nos lembramos mais do porquê de termos iniciamos este combate”, diz. O inimigo concorda: “Você venceu”, responde. “E isto por ter tido humildade o bastante para procurar conciliação. Eu percebi que estamos lutando por vaidade há dias, mas não tive coragem para procurá-los. Vamos voltar às nossas casas levando conosco, não território ou despojos, mas a lição de que, às vezes recuar e conciliar, é a melhor maneira de se vencer um combate”. O Soldado da Paz não diz nada. Sabe que buscar concerto sempre será a obrigação do mais maduro, e isto, mesmo que o erro tenha partido do outro. A prova da maturidade está na capacidade de conciliação. “A guerra acabou”, grita ele chegando ao acampamento. “Vencemos o orgulho, e isso nos dá o direito de voltar para casa”. Os homens ficam eufóricos. Há meses esperavam por este tempo de trégua.

Thiago Mendes

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Sobre a verdadeira felicidade!


Felicidade: todos estão à sua procura. O religioso garante que só é possível ser feliz fazendo-se participante do seu credo e obedecendo a seus dogmas. Enquanto isso, o homem sem religião segue outro caminho para encontrar a felicidade: “Nunca ouvi tanta bobagem”, comenta entre gargalhadas. “A felicidade”, explica o perdulário, “está em romper todos os limites da vida”. Por outro lado, o atleta está gastando horas de treinamento tentando ser perfeito no que faz, por acreditar que ali está a felicidade, escondida atrás de recordes, medalhas e reconhecimento. Vejam! Observem o homem de terno do outro lado da rua que fala ao celular e abana os braços; isso mesmo! Dê um grito e diga que deseja falar-lhe sobre a felicidade. “Estou muito ocupado para discutir este assunto”, comenta ele caminhando rápido, carregando uma enorme pasta preta, quando desaparece ao entrar em um prédio suntuoso. No edifício ao lado, no primeiro andar, uma noiva termina a maquiagem para o casamento de logo mais. Ela acredita que a felicidade está ali. “Estou tão feliz”, garante em tom radiante recebendo abraços das amigas. Do outro lado daquela mesma rua, vejam o homem sentado na calçada. É verdade, está sujo e malvestido, mas para ele, a felicidade está ali, em não ter que explicar-se a ninguém, na total falta de compromisso com qualquer questão. Ele observa todos correndo de um lado para outro olhando em seus relógios, alguns em seus carros, buzinando no trânsito com cara assustada e cansada. O mendigo medita em seu íntimo: “Loucos, estão correndo para onde? Quem os espera tanto além da morte?” E eu te pergunto: se todos estão procurando a mesma coisa, porque seguem por estradas tão diferentes?
Thiago Mendes

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sobre o céu de bronze!


Ao acordar pela manhã o arqueiro nem sempre sabe que direção tomar e, faltando-lhe luz, faz uma prece, mas, às vezes, seu anjo não aparece para lhe trazer respostas. “Estou sem luz e sem direção”, clama entre soluços. “Até quando o céu permanecerá de bronze?” O silêncio prossegue. O arqueiro é obrigado há começar seu dia sem saber direito o que irá fazer. Então segue o seu instinto. Faz uma coisa aqui, outra ali e, pouco a pouco vai percebendo que tudo está dando certo e algumas lições importantes vão sendo aprendidas. No final da tarde, quando está chegando a casa, seu anjo está de pé na porta. “Desde o momento que me chamou eu ouvi, mas não pude vir”, o anjo se justifica. O arqueiro questiona: “E quem impediu que viesse? O inimigo?” “Não”, responde o anjo, “foi Deus”.

Thiago Mendes

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sobre agonias que jamais dizem “basta”!



É noite no acampamento. O dia foi cansativo, o Soldado da Paz e seus homens estão exaustos, mas ele entende que é preciso conversar com o grupo. “Estamos cansados, e não conseguimos usar toda esta energia que gastamos para produzir resultados positivos. E quando isso acontece”, respira fundo, “é sinal que estamos perdidos em combate. Estamos gastando energias desnecessárias, e aí, o que deveria ser feito com prazer acaba se tornando obrigação”. Nenhuma resposta é dada. Seus olhos dizem tudo. Estão cansados da vida, da espada, uns dos outros, de suas lutas internas, das agonias que jamais dizem “basta”. O Soldado da Paz volta a falar.  “Temos gastado tanta energia desnecessária porque estamos em constante fuga. Mas, e se decidirmos ser os perseguidores? Quem persegue sempre se cansa menos porque tem um objetivo a conquistar. Para quem é perseguido o maior triunfo possível é continuar vivo, e só esse fato em si já é extremamente cansativo”. Eles entendem o recado. Levantam o acampamento que acabaram de montar e voltam ao campo de batalha. Não estão mais cansados. Agora há um objetivo que os merece. Aprenderam que cansaço é só falta de motivação, de desejo e de objetivo.

Thiago Mendes

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Sobre o caminho dos girassóis!


Àlih, o guia, aproveitou o tempo com jeitinho de chuva e está plantando girassóis. Jávier, seu aprendiz, se aproxima: “Porque é tão importante plantar girassóis? Acho que seria muito mais útil se nos ocupássemos plantando grãos ou fruteiras, já que podemos comer e vender na cidade. Não consigo ver utilidade em girassóis”. O velho faz mais uma cova, lança as sementes e finalmente fita o rapaz. “Os girassóis são exemplos para nós, pois jamais viram as costas para a luz, daí vem o seu nome: por seguir o Sol do nascente ao poente. Eles sabem que se virarem as costas para a luz, irão morrer”. O velho empurra a terra com o pé e cobre as sementes. “Os girassóis são mais sábios que do que muitos de nós. A maioria dos homens está sempre preocupada com comida e dinheiro, por isso, acaba por esquecer-se da luz. Passamos dias e anos buscando riquezas e prestígio, cheios de muitas preocupações. Mas os girassóis, durante este mesmo período, só estão preocupados em seguir a luz. Eles sabem que só assim cumprirão a sua missão de fazer do mundo um lugar mais belo e de ensinar aos homens o caminho da luz”. O jovem não diz mais nada. Pega sua enxada e começa a fazer covas. Ele nunca havia observado o caminho dos girassóis nem sabia o porquê de seu nome. Mas a partir de hoje irá procurar seguir o seu exemplo. “Nunca mais irei virar as costas para a luz”.

Thiago Mendes

Amadureci!

Hoje, já amarrotado pelo tempo, consigo perceber que, claro, o amor é essencial, mas ele sozinho - sem ideias compatíveis, jogo de cintur...