quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sobre a tenda e o buraco


O Soldado da Paz acordou no meio da noite sentindo a presença do adversário.Não ouviu barulho, mas sabia que ele estava ali, calado. O inimigo é menos perigoso quando está sendo avistado do outro lado do vale; os piores ataques acontecem quando não conseguimos localizá-lo.  O Soldado da Paz se ajoelha ao lado de sua cama e faz uma prece pedindo que um de seus guardiões arraste o inimigo dali. Ele ouve o barulho do vento do deserto que levava para longe aquela fúria do inferno. O Soldado da Paz já não consegue  mais dormir, fica observando as estrelas por um pequeno buraco no alto da tenda e percebe que uma pequena brecha abre caminhos para o Universo. Ele aprende a lição: o inimigo só se aproxima quando percebe um buraco, por menor que seja, na tenda de nossas vidas. "Se existe um buraco em nossa tenda, é por ele que o inimigo nos observa!"
Tapando brechas,
Thiago Mendes

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sobre a Loucura


Só um louco passaria sua vida inteira praticando loucuras. E só um mais louco ainda passaria a vida toda sem praticar nenhuma! Não podemos viver fazendo besteiras, nem podemos viver sem jamais ter feito uma. O Soldado da Paz sabe que o pondo mais próximo da perfeição é o equilíbrio. Coisas como bom senso, noção da diferença entre bom, ótimo e excelente e coragem para assumir o peso das loucuras pessoais, nos ajuda a ter sempre muito mais cautela antes de fazer alguma bobagem. Antes de tomar qualquer decisão, o certo é medir as conseqüências e entender que ninguém precisa dos erros para viver. O melhor é evitar o mal, principalmente quando o louco não é o único a ser atingido pelas conseqüências do deslize.

Quem lê entenda,

Thiago Mendes

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sobre nossa mania de possessão


Ninguém é de ninguém. Nada é de ninguém. Não somos donos nem de nósmesmos. Nós e “nossa” síndrome de possessão, sutilmente manifestada em“nosso” idioma contaminado: “minha casa”, “meu marido”, “minha mulher”,“meus filhos”, “meu emprego”, como se alguma coisa de todas estas fosse defato “nossa”. Não! Não somos possuidores de nada e os amores que nos ama,as casas que nos abriga, os carros que nos transporta, os amigos que nosalegra, os filhos que nos coroa – tudo isto nos foi emprestado para dar umar de maior alegria, mas não são nossos. São da vida, do tempo, de Deus.Todo Soldado da Paz precisa entender que a espada que ele carrega hoje umdia será levada por outra pessoa. É tolice chamar de “meu” aquilo que irápermanecer, quando eu partir.
Espero que seja útil,
Thiago Mendes

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sobre nossas incertezas!

Você não tem a obrigação de ser a pessoa mais forte do mundo! Não seja escravo da força. Também não é necessário se submeter em ser a mais fraca de todas elas. Não seja escravo da fraqueza. Entre tudo que você pode ser, procure ser você mesmo. Aí está o ponto mais próximo da felicidade. Nãoprecisamos ser fortes apenas para satisfazer a ganância coletiva queadmira os fortes. A maioria destes que se mostram invencíveis, só se mostram assim afim de que os outros não descubram o quanto são frágeis e carentes. Ser forte é acima de tudo assumir a si mesmo sem medo de reconhecer que este eu, às vezes fraco, às vezes forte, às vezes louco, às vezes amedrontado, às vezes choroso ou sorridente – Sim! Este cheio de convictas incertezas é uma pessoa, que apensar de não ser tudo aquilo que os outros gostariam que fosse, segue o seu caminho em busca de paz e felicidade.


No Caminho,


Thiago Mendes

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sobre como receber um inimigo arrependido


Todo traidor arrependido precisa ser recebido com um beijo e observado com severidade. Temos que mantê-lo bem próximo de nós, pois aqui, poderemos observar se alguma coisa foi mudada em seu caráter traidor e ainda observaremos seus passos. Nem sempre receber com um beijo, significa seja bem vindo, e sim: estou mais perto que você imagina! Em um exército devemos posicionar os soldados em quem mais confiamos nos lugares maisdistantes de nós. Os fiéis dão a nós algum tipo de onipresença. Por outro lado, os de caráter duvidoso são trazidos para perto – não porque são os mais queridos ou confiáveis, mas justamente pelo contrário. Quanto menos confio em alguém, mais próximo de mim desejo que ele esteja, pois poderei perceber nas primeiras fagulhas de seu olhar, se existe alguma intenção errada. Enquanto isso, os fiéis são soltos. Mesmo longe levarão com eles os meus pensamentos e carregarão no peito o meu coração.


Thiago Mendes

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sobre o pior dia da minha vida


Eu já tive muitos piores dias da minha vida. Centenas deles! Quando me senti traído por alguém que amava; o dia em que traí uma pessoa que jamais merecia esta minha loucura; quando perdi a pessoa que me ensinou O Caminho Sagrado; o dia em que chorei um rio inteiro sentado na beira de uma estrada solitária. Sim! Já tive muitos piores dias da minha vida! Quando me achei desvalorizado e o dia em que percebi que estavam apenas me usando como instrumento de auto valorização. Quando me levantei pela manhã e sem motivo senti uma tristeza e solidão profundas, “a tristeza da morte”, pensava. Ou no dia que em que me senti frustrado por acreditar que minha vida mudaria radicalmente, mas tudo não passava de um engano. Nada mudou.


Você já viveu algum pior dia de sua vida?

 Escreva-me, se desejar: thiagomendes@nacaoprimitiva.com

Abraço Fraterno,

Thiago Mendes    


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sobre como lhe dar com as afrontas do inimigo


O inimigo tirou aquele dia para fazer afrontas. “Não podemos aceitar estas humilhações”, diz um jovem guerreiro. “Eles estão gritando conosco e nos desqualificando há horas. Quando iremos reagir?”. O Soldado da Paz olha fixo nos olhos do rapaz. Sabia que ele tinha talento e amor pela causa, mas ainda precisava levar muitos golpes para entender o que é uma batalha de verdade. “Não nos importamos com afrontas, amigo”, começa. “O que nosso adversário quer é justamente que nós ataquemos apenas por nos sentir ofendidos, e assim, não estejamos completamente preparados para o embate. Muita gente já perdeu a guerra por não aceitar levar desaforo para casa. Atacar apenas porque fiquei chateado com algumas palavras é infantilidade. Aprender a desconsiderar o que o inimigo diz a meu respeito é essencial. O que você esperava? Que ele nos elogiasse?”. O jovem fica calado, entendeu a lição. Em alguns momentos tudo que temos que fazer é tapar os ouvidos para não ouvir as afrontas e nos concentrar em criar uma estratégia sólida para o combate. Vencer às vezes, significa não ouvir, não ver, não sentir!

 Não ouvindo,

Thiago Mendes

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sobre como conhecer os verdadeiros amigos


O Soldado da Paz aprendeu que nem todos que estão por perto oferecendo consolo querem de fato o seu bem. Alguns usam este momento de dificuldades apenas para sentirem-se fortes. Estes dizem em lágrimas que gostariam que o resultado da última batalha tivesse sido diferente e lamentam muito tantas barreiras, mas no íntimo de seus corações estão felizes com as feridas expostas no corpo do Soldado da Paz.  Eles fazem visitas constantes, mas apenas para conferir se ele ainda está fora de combate. Usam-no com exemplo em seus discursos, mas só para se promoverem ante o seu momento. “Precisamos ser fortes em superar sua falta e entender que a luta continua”, gritam para a multidão. Mas suas lágrimas não são capazes de fazê-lo acreditar nesta falsa sinceridade. O Soldado da Paz sabe que não se conhece um amigo pelo sorriso que ele mostra e nem pelas lágrimas que ele chora; e sim pela sinceridade, humildade, carinho e verdade expostos no brilho de seus olhos.


 Na fé,

 Thiago Mendes



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Thiago Mendes ao vivo na Rádio Primitiva. OUÇA: www.nacaoprimitiva.com

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sobre quando nos falta a força


Às vezes o Soldado da Paz se acha fraco demais para lutar com tantos inimigos ao mesmo tempo. E nestes dias ele precisa buscar uma força que habita o mundo espiritual. É de lá que ele encontra motivos para continuar lutando. A maioria de seus companheiros já foram mortos em combate ou desistiram de seguir “O Caminho Sagrado”. E cada um que cai em combate, faz uma voz ecoar pelo infinito: “Você será o próximo!”. Quando o Soldado da Paz ouve esta voz, aí ele precisa guardar a espada, dobrar os seus joelhos e buscar renovo espiritual. Ele já lera em algum lugar que “mil soldados cairão ao meu lado e dez mil à minha direita, mas eu não serei atingido” e de alguma forma acredita nesta Palavra. Assim, ele segue o seu caminho, consegue forças para mais um dia e se viu vencedor mais uma vez. O Soldado da Paz sabe que nesta batalha nem sempre vencem os mais fortes e sim os mais prudentes.


Buscando forças,

Thiago Mendes

segunda-feira, 8 de agosto de 2011



Sobre o caráter e a inteligência
A inteligência nos dá admiradores, o caráter nos dá seguidores. A inteligência forma mestres, o caráter forma servos. A inteligência forma professores, o caráter forma cidadãos. A inteligência abre portas, o caráter as constrói. A inteligência nos faz ser ouvidos, o caráter nos faz compreendidos. A inteligência nos faz ser aceitos, o caráter nos faz ser modelos. Muitos buscam a inteligência a qualquer custo, quando esta só tem valor verdadeiro quando é revestida de caráter. A inteligência se conquista, o caráter se constrói. A inteligência vem com o tempo e a dedicação, o caráter vem com renúncia e auto-análise. Todo Soldado da Paz deve entender que ser inteligente é importante, mas ter um caráter confiável é essencial.

 Edificando,

Thiago Mendes

Sobre a coragem!

A coragem é um ato de nobreza e precisamos dela tanto para iniciar quanto para encerrar ciclos. A coragem que diz ao guerreiro: "Vá ...