segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sobre um lugar mágico chamado felicidade!

Então, sozinha em meu mundo – falando apenas comigo mesma eu pensei: era esta a droga de vida com a qual eu sempre sonhei? Foi nisto que passei a minha infância toda pensando? Seria este o príncipe que surgiria no chão árido da minha existência e me carregaria para um lugar mágico, chamado Felicidade? Sinto-me sozinha, frustrada e com muita raiva de minhas próprias decisões. Não há culpados além de mim: eu disse sim, “afinal porque raios eu disse aquela bobagem?”, eu quem fui me envolvendo e me entregando. Todos diziam: “você parece tão feliz” e, embora eu sentisse um vazio estranho em algum lugar da minha alma, me esforçava para acreditar em tudo o que eles diziam. “Você está fazendo a coisa certa, querida”, “Ah se sua avó estivesse aqui, ela estaria tão orgulhosa de você”. Mas e agora, onde estão todos? Lembre-se, não há culpados, eu disse “sim”, eu escolhi este caminho e é nele que terei que aprender a ser feliz. Não, eu não faria isto. Estou velha e fraca demais para recomeçar. Há muitas pessoas envolvidas naquele maldito “sim”. Vou tentar passar o resto de meus dias sorrindo, mesmo que aquele vazio estranho ainda esteja por aqui.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Sobre aquelas feridas que poderiam ter sido evitadas, sabe?

Depois do combate o Soldado da Paz para a fim de limpar suas feridas e atá-las com remédio. Logo em seguida ele reúne os companheiros e, juntos, acendem a fogueira e contam os detalhes da batalha. É aí que descobrem quais feridas poderiam ter sido evitadas. “E na batalha da vida é sempre assim”, alerta um dos guerreiros mais experientes, “muitas das feridas que adquirimos poderiam ter sido evitadas. Uma discussão desnecessária que afastou alguém importante em nossa caminhada, ou um comportamento impensado que terminou por gerar mágoa e dor, enfim, há muitos feridos no campo de batalhas da vida e o que podemos fazer é lavar estes ferimentos e tentar atá-los com o remédio do perdão”. Ninguém diz mais nada. Talvez estejam pensando em quantas feridas poderiam ter evitado. Agora, o que resta, é tomar o remédio do perdão.