quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sobre o caminho da evolução pessoal!


Não tenha medo das mudanças. Elas são necessárias e precisam acompanhar o ritmo natural da evolução que a vida exige de nós. Não tenha medo do quanto a sua decisão de mudar assustará aos outros. Acredite, as pessoas gastam muito mais tempo pensando em si mesmas do que observando mudanças. E aqui está uma ótima maneira para começarmos: que tal prestarmos atenção nos pequenos atos que estão à nossa volta? Um sorriso ou um abraço que devemos oferecer, o telefonema de aniversário, uma visita a algum doente, uma palavra de ânimo a alguém que passa por algum momento difícil. Infelizmente nós temos a mania de achar que não somos responsáveis pela felicidade de ninguém a não ser a nossa. Não podemos deixar passar em branco. À coisas que são tão simples, mas provocam uma diferença enorme na vida da gente. A festinha na data especial, uma surpresa feita ao amor de nossas vidas, ou um ato anônimo de bondade. O Soldado da Paz sabe que não conseguira mudar tudo o que precisa de uma só vez, mas se colocará no caminho da evolução pessoal.

Thiago Mendes

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sobre as gotinhas de chuva e o bem da vida!


A noite parece ter chegado mais cedo hoje. Está chovendo muito lá fora. O vento frio, o cheiro de terra molhada, o baile das árvores que dançam com o vento celebrando a chegada da chuva. “O que está fazendo na janela filho?”. A voz de Álih, o guia, é paternal e moderada como sempre. Jávier, seu aprendiz, espera alguns segundos, respira, e fita os olhos do mestre. “Estou observando como as gotinhas de chuva se unem para que mais uma vez a vida floresça”. O velho também caminha até a janela e estende uma das mãos para sentir a chuva. “Ninguém pode fazer nada sozinho nesta vida. Uma gota de chuva parece ser algo tão insignificante, mas alguém lá em cima deve organizá-las para que venham juntas, molhem a terra e façam toda a diferença”. O jovem sorri. “Elas têm uma missão e sabem que precisam umas das outras para vê-la se cumprir. Acho que nós não temos permitido ser ordenados por este alguém que mora lá em cima. Estamos sempre querendo fazer tudo sozinhos, por isso, mesmo aplicando muito esforço, os resultados nem sempre são o que esperamos”. Os dois se calam e continuam ali. Agora a palavra está com a chuva que fala suave no tom de quem se uniu para o bem da vida.

Thiago Mendes

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sobre tirar os olhos do passado!


O passado é inalterável. Um quadro que, por mais defeituoso que seja, está pronto. A grande maioria de nós não é capaz de fazer mais a favor do presente porque estamos ocupados tentando alterar o passado. Claro, não podemos negar a dor de suas feridas, nem as marcas de seus golpes, mas a vida segue para frente e não para trás. O perdão não é borracha que apaga o que aconteceu, mas remédio que alivia a dor e faz cessar o sangramento. O Soldado da Paz não pode ocupar seu tempo tentando criar justificativas para os episódio lamentáveis que viveu. É melhor concentrar-se para os próximos combates, assim aumentará suas chances e dará a si a oportunidade de mostrar que está mais forte e preparado. “Nenhum guerreiro consegue lutar bem se estiver olhando para trás”, dissera seu mestre. E irá seguir este conselho. Aprendeu que quem quer alterar o passado não tem tempo para mudar o presente.

Thiago Mendes

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sobre os braços da rotina tediosa!


A Mulher de Fé já sentiu-se carente, temeu seus sentimentos e por mais de uma vez foi traída por eles. “O que você está esperando para tomar a decisão de ser verdadeiramente feliz?”, ouviu baixinho. “Não percebe que é bela e atraente demais para fazer de sua vida uma rotina tediosa como esta?”. Ela fecha os olhos e sente seu corpo tremer. Por mais de uma vez já pensou realmente que, se permanecesse vivendo daquela forma, estaria jogando sua vida fora. Todo o cuidado com o corpo, as horas em frente ao espelho se arrumando, o desejo de estar sempre bem e bela; mas pra que? Pra quem? Na grande maioria das vezes, por mais esforço que fizesse para chamar a atenção, passaria desapercebida. “O que me propõe não é verdadeiro”, contesta ela. “Todas as minhas amigas que ouviram seus sentimentos estão com suas vidas completamente destruídas e, se elas pudessem, voltariam correndo para os braços da rotina tediosa”. O vento passa e ela sorri. Irá continuar ali: lavando suas louças, perfumando sua casa e gastando as suas horas em frente ao espelho. Se ninguém perceber, pelo menos ela sabe que, apesar do tempo, ainda continua bela e atraente. “É melhor estar nos braços da rotina tediosa do que nos braços da mais podre perdição”.

Thiago Mendes

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sobre amor e gratidão!


É verdade que o Soldado da Paz estava exausto, mas para ele, cada passo valia a pena. Havia aprendido sobre concentração quando cruzou com o homem do arco; e depois, as poucas palavras com a mulher que colocava roupas no varal e dizia conversar com a própria alma o levaram a um novo nível espiritual. Agora o guerreiro que tenta fugir de seu destino se aproxima de algumas montanhas altas e imponentes. Entre os paredões de pedra, ele avista uma pequena casa e decide se aproximar. Já é finalzinho de tarde, o guerreiro chega bem perto para ver se há sinais de moradores. “Algumas pessoas nos fazem tão bem ao longo de nossas vidas que vão se tornando impagáveis”, diz alguém lá dentro da cabana em tom seguro. “O que devemos fazer a estas pessoas já que não podemos pagar tudo o que fizeram a nós?” pergunta alguém com voz imatura. O Soldado da Paz ouve um longo “Há sim”, suspiro, “o que podemos oferecer a estas pessoas é o nosso amor e a nossa gratidão. Não estaremos pagando, mas pelo menos as cobriremos com o melhor que nós temos”. Alguns segundos de silêncio, a voz imatura volta a falar. “Entendi o que o senhor quis dizer. Aqueles soldados que passaram por aqui hoje pareceram gratos depois que demos comida a eles e seus olhos pareciam ser cheios de amor, não é verdade?” O Soldado da Paz não espera a resposta. Ele se levanta e parte.

Thiago Mendes

Sobre um convite à reflexão!


O Soldado da Paz está caminhando solitariamente enquanto medita.Às vezes não é cansaço, nem tristeza, ou solidão, mas apenas nosso espírito em busca de suas origens. Às vezes não é insônia, mas sim um convite do Invisível, à reflexão. O Soldado da Paz sabe discernir e preparar-se para isso. Todas as vezes que sente-se vazio, sabe onde se encher. Fecha os olhos sem medo da entrega e oferece a si mesmo.É perdendo a sua vida que irá encontrá-la, ouve de seu Mestre.Quanto mais diminuir no físico, mais irá crescer no espiritual. E depois de entregar-se completamente até esgotar todas as suas forças, ele sente-se renovado. O Mestre está certo: quanto mais morremos para o tempo, mais nascemos para a eternidade. O Soldado da Paz continua seguindo o seu caminho. O tempo é curto e cada passo é decisivo nesta jornada tão longa e cheia de obstáculos. Cada um de nós que luta nesta vida, às vezes, tem que ter a coragem de enfrentar o próprio destino. O verdadeiro Soldado da Paz sabe que não vencerá sempre, mas sempre estará tornando-se mais forte.

Thiago Mendes

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sobre a menina que vendia flores!


O Soldado da Paz caminhou sozinho durante mais de dois dias até que avistou um lugar chamado Vila das Flores. A vila pequena, cortada ao meio pela estrada, é cheia de vendedores e vendedoras de flores de ambos os lados. “Deseja flores rapaz?”. O Soldado da Paz para e fita a moça com voz doce olhos sedutores. “Não tenho ninguém a quem eu possa entregá-las. Elas são lindas, tem um perfume delicioso, mas não saberia como usá-las. Além disso, não tenho dinheiro”. A moça mantém o sorriso tímido. “Você parece forasteiro, de onde vem?” O Soldado da Paz tenta não olhar nos olhos da moça, o que a cada segundo se torna mais difícil. “Sou guerreiro, vivo nas estradas, abandonei meu grupo para encontrar o sentido da minha vida”. A moça fica em silêncio apenas por alguns segundos. “Achei que as batalhas fossem o sentido da vida de um guerreiro. Vivendo ou morrendo, de qualquer maneira, o que importa é que se tenha cumprido a sua missão”. O Soldado da Paz não pareceu afrontado. “E você, o que faz além de vender flores?” A jovem sorri. “Um guerreiro sempre tem histórias incríveis”, diz ela. “Eu não, a única coisa que faço é esperar que alguém passe e se interesse pelas flores, e as leve”. O Soldado da Paz diz algo sem saber porque. “E quando alguém se interessa pela vendedora ao invés das flores, também pode levá-la?” Ela faz sinal que não. “Minha missão, por mais simples que seja, está aqui. Sou feliz fazendo do mundo um lugar mais belo e perfumado. Leve as flores de presente e tente mantê-las vivas dentro do seu coração. Eu ficarei aqui esperando que você volte. E você, siga seu caminho esperando que eu lhe alcance. Ambos sabemos que isso jamais irá acontecer, mas podemos manter viva esta esperança”. O Soldado da Paz pega o buquê e parte. “Ei rapaz, quer flores?” Mas desta vez não é com ele. Talvez seja mais um soldado fugindo do seu destino.

Thiago Mendes

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sobre ser escudo para os companheiros!


Depois de caminhar sozinho por várias horas o Soldado da Paz avista uma casinha velha à beira do caminho. “Olá”, grita ele ao se aproximar, “tem alguém aí?”. O “entre” veio de uma voz cansada, fraca e intensa. O Soldado da Paz entra devagar, medindo os seus passos. A casa simples e muito bem arrumada com o chão batido e o cheiro de terra molhada penetram sua alma. “Sente-se”, diz a senhora com olhar amável sentada em uma cadeira de balanços enquanto faz crochê. O Soldado da Paz tenta explicar sua presença. “Deixei meus homens para trás pra tentar encontrar o meu caminho. Agora sinto-me sem direção e não sei o que fazer”. A senhora deixa sua agulha e o pano de crochê de lado. “Você os feriu. Foi flecha em suas vidas quando deveria ter sido escudo. Continue seguindo em frente e encontrará o que tem buscado”. Neste momento a senhora volta a fazer o seu crochê e não diz mais nada. O Soldado da Paz se levanta pra continuar o seu caminho. A partir de agora será flecha para o inimigo e escudo para os companheiros.

Thiago Mendes

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sobre o dia da despedida!


O Soldado da Paz chama os companheiros, olha nos olhos de cada um e suspira fundo.Vou deixá-los por um tempo. Preciso que vocês continuem acreditando em mim agora que vou cumprir a minha missão de uma outra maneira. Um dos homens faz sinal com os braços.E quanto a nós?, pergunta com olhar desapontado,o que faremos que sempre fomos guiados por você?O Soldado da Paz fita o amigo.Eu fiz algo mais importante que guiá-los. Os ensinei os detalhes do caminho. Não precisam mais de mim. Sei que alguns apenas vieram atrás sem saber muito bem o que estávamos fazendo, mas outros discerniram o sentido maior, estes guiarão aqueles. Alguns dos homens deixam escapar as lágrimas.Não deixaremos de lutar pela mesma causa, nem estaremos distantes. Apenas daremos a nós a oportunidade de lutar com outras armas. O Soldado da Paz abraça cada um de seus companheiros e depois segue o seu caminho só. Conseguirá cumprir sua missão? Seus homens estão prontos para seguirem sem ele? Isso tempo e os próximos episódios serão capazes de dizer. Amanhã continuamos esta história...

Thiago Mendes

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sobre o resultado final!


Quando o Soldado da Paz está com medo de fracassar, tira um tempo para lembrar-se de momentos semelhantes que viveu no passado. Aí descobre que há muitas maneiras de se vencer uma batalha: uma delas é derrotando o inimigo. Mas além desta existe algo que chamamos de “o resultado final da luta”. Quanto de novas experiências conseguiu acumular? Controlou-se emocionalmente durante o combate? Valerá a pena lutar no futuro quando o cenário for o mesmo? O Soldado da Paz sabe que não há nenhum problema em ver o inimigo comemorando, desde que saiba que o resultado final do combate lhe foi favorável. Ele sabe que já ouve momentos em que, mesmo ferido, saiu mais forte e preparado para batalhas futuras. “Todos sentem medo em algum momento. Não permita que este sentimento te domine. Dê o seu melhor no combate e o resultado final lhe será favorável”. O Soldado da Paz reconhece a voz do Mestre. O medo se foi e o guerreiro está mais uma vez preparado para lutar.

Thiago Mendes

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sobre o farol, a vida, e a missão!


Senhor, ajuda-me a crer cada vez mais, para que, vindo os ventos da vida, não me carreguem para longe de Ti. Há dias sinto-me cansado e sem direção, mas sei que Tu és a luz que me guia, mesmo estando eu no vale da sombra da morte. Sim, Senhor, Tu és o meu farol. Lembro-me que quando tive medo, fechei os olhos, continuei seguindo em frente, e pude ver claramente o Seu intenso cuidado para comigo. Quando tropecei e caí, ouvi muitas vozes apressadas passando por ali e nenhuma daquelas pessoas parou para socorrer-me. Mas quando abri os olhos Tu estavas de pé com as mãos estendidas e me chamava de filho. Senhor, aquele abraço me fez tão bem! Hoje, mais uma vez venho aqui para dizer que não estou em um dos meus melhores dias. Meu coração está frio, muitas dúvidas surgiram, e sinto-me fraco e é por isso que recorro ao calor de seu abraço, às respostas que só o Seu amor podem oferecer, e à Sua força, que é capaz de quebrar qualquer obstáculo. Eu sei que o Senhor jamais me confiaria uma missão tão difícil, se não estivesse comigo em todos os momentos. Meu amado Senhor, ajuda-me a continuar seguindo em frente, levando Tua paz, e socorrendo os pequeninos desta vida. Amem.

Thiago Mendes

Sobre uma pessoa muito parecida com você!


Olá, eu sou só mais uma menina que procura respostas e caminha descalço pelas areias da vida. Sou aquela que se perdeu tentando se achar, e, se achando, acabou por se perder. Sinto-me tão única que acabei solitária e, ao mesmo tempo sou tão comum que perdi a própria identidade. Sou romântica e simples, não suporto falsidade, aprendi a reconhecer traidores, mas nem sempre sei como me livrar deles. Como qualquer outra de nós, tenho sonhos, trago em minha bagagem um vasto acúmulo de decepções, e já amei quem não merecia tão nobre sentimento. Mas não faço desta bagagem, justificativa para rancores e ressentimentos. Aprendi usar o meu passado apenas para modelar o presente com mais precisão. Sim, continuo buscando algo que não sei muito bem o que é e, às vezes, sinto-me profundamente triste sem que haja algum motivo claro. Estou tentando decifrar este meu lado que pareço ainda não conhecer muito bem. Enquanto não encontro razão, sigo cavando meus poços, escrevendo meus rabiscos e tentando encontrar alguém que tenha paciência para ler. Muito prazer, meu nome é Alma.

Thiago Mendes 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sobre o banho de pétalas!


Todos nós saímos para colher rosas e acabamos por encontrar apenas seus ramos repletos de espinhos.Alguém chegou primeiro, suspiramos em lamento.Tudo bem, esta não é a primeira vez que isso acontece”. Em outros momentos esse alguém que não sabemos quem é, ou de onde vem, nem a cor de seus olhos, havia chegado antes e levado as pétalas que buscávamos. Estas pétalas, claro, naquele momento, estavam revestidas de outras formas, mas o sentimento foi o mesmo. Um amor que tanto queríamos, a oportunidade única que esperávamos tempos, o reconhecimento que desejávamos... Bom, alguém chegou primeiro. Mas isso não significa que devamos desistir de continuar buscando e crendo que no momento certo estas pétalas nos cobrirão por inteiro. Neste dia fecharemos os olhos e sentiremos cada uma delas tocando nosso corpo e penetrando nossa alma. diremos: Sim, valeu a pena tentar de novo. Desta vez cheguei primeiro e posso dividir o aroma com todos aqueles que um dia me fizeram chorar.

Thiago Mendes

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sobre remendos e botões!


A mulher de sabe que ela não está sozinha neste universo de conflitos entre disciplinar os seus desejos ou deixar que eles sigam seus próprios caminhos. observou no olhar de cada pessoa com quem cruzou e descobriu que todos estão fugindo dos mesmos monstros e perseguindo as mesmas presas.Às vezes tentamos neutralizar a força do nosso instinto, pensa ela enquanto remenda alguns de seus botões,mas quanto mais tentamos fugir, mais eles se fortalecem em nós. É final de tarde, aqui do lado de fora tudo segue muito tranquilo. Ela está sentada em seu sofá, devolve os botões da camisa de quem ama e sente o vento que entra pela janela. Mas do lado de dentro os leões se modem. E é aí, comprimida por estes dois mundos de extrema paz e penosa guerra, que a mulher de finalmente ouve a voz do seu coração:Concentre-se no que você está fazendo e saiba que algumas de nossas atitudes não podem ser remendadas e alguns botões jamais poderão ser devolvidos ao seu lugar. A mulher de arruma seus óculos e continua costurando. Sabe que não pode deixar a vida passar em branco, mas também não quer causar problemas que depois não possa remendar. Talvez este dilema seguirá até o último dia de sua vida.

Thiago Mendes

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sobre um cantinho de lágrias e renovo!


Quando estive cansado, sentei-me e chorei. Foi ali naquele cantinho que derramei a minha alma e decidi abrir mão das minhas dores. Mas também chorar era a única coisa que eu podia fazer naquele momento. Aquelas lágrimas eram para mim bagagem desnecessária para a viagem. No cantinho das aflições chorei minha infância solitária, minha adolescência confusa, incerta e sem respostas; chorei os meus medos e a dor de cada espinho que me feriu. Deixei ali os dias de abandono que sofri, as fraquezas que me dominaram e as respostas que não encontrei. Depois de ter chorado este rio inteiro eu dormi e quando acordei estava leve e em paz. Todos os pesos que eu carregara durante anos a fio pareciam ter sido apenas um sonho distante, incapazes de gerar tristeza em meu coração. Neste dia entendi que todo Soldado da Paz precisa ter um cantinho só seu, para ali, derramar sua alma, repensar a sua vida e curar suas feridas. Você já tem o seu?

Thiago Mendes

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sobre um restinho de pão, água e esperança!


Nem todas as dores que já senti na vida reunidas em um único momento justificariam a desistência. Meus ensinamentos me condenariam. Quando uma pessoa tem consciência de sua missão, ela tem no mínimo, uma ideia das lutas que terá que enfrentar para ver esta missão ser cumprida, então por mais que todas as circunstâncias ordenem a desistência, a convicção de que é possível continuar precisa prevalecer. E prevalecemos. Crendo contra a esperança, sufocados por momentos que não temos certeza se irão realmente passar, angustiados com a escassez de suprimento para se continuar a jornada, o medo do fracasso, a frustração de ver expectativas que criamos se cobrirem de areia no deserto. As areias do deserto! Elas, ao longo do tempo, vão engolindo sonhos pessoais, matando pessoas as quais gostaríamos de ter estado muito mais próximos e mostrando que por mais forte e competente que uma pessoa imagina ser, sem um pouquinho de sorte ela jamais chegará a algum lugar. Mas para o Soldado da Paz que acredita de fato em sua missão sempre haverá um restinho de pão, água e esperança.

Thiago Mendes

Amadureci!

Hoje, já amarrotado pelo tempo, consigo perceber que, claro, o amor é essencial, mas ele sozinho - sem ideias compatíveis, jogo de cintur...