sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sobre os relacionamentos descartáveis!


O verdadeiro Soldado da Paz aprende a valorizar os relacionamentos mais antigos. Ele sabe que seus sonhos e suas energias sempre estarão vivos ao lado de pessoas que são capazes de alimentá-los. E é justamente por isso que faz de tudo para não romper amizades construídas com o tempo. Já teve motivos para se distanciar de praticamente todos os seus melhores companheiros, mas preferiu seguir seu coração. “Sempre teremos razões para vivermos separados, mas se existe amor, este será um motivo maior para que estejamos unidos”. E é assim que o Soldado da Paz segue o seu caminho e isto, esforçando-se ao máximo para manter por perto as pessoas a quem ama. Ele aprendeu que só é capaz de manter relacionamentos, quem aprendeu a relevar situações. Às vezes finge que não ouviu, perdoa em silêncio e deixa que o rio continue seguindo seu curso. Quando queremos tirar satisfações de tudo, acabamos tirando pessoas importantes de nossas vidas. O Soldado da Paz sabe que não pode cultivar relacionamentos descartáveis.

Thiago Mendes

Sobre os relacionamentos descartáveis!


O verdadeiro Soldado da Paz aprende a valorizar os relacionamentos mais antigos. Ele sabe que seus sonhos e suas energias sempre estarão vivos ao lado de pessoas que são capazes de alimentá-los. E é justamente por isso que faz de tudo para não romper amizades construídas com o tempo. Já teve motivos para se distanciar de praticamente todos os seus melhores companheiros, mas preferiu seguir seu coração. “Sempre teremos razões para vivermos separados, mas se existe amor, este será um motivo maior para que estejamos unidos”. E é assim que o Soldado da Paz segue o seu caminho e isto, esforçando-se ao máximo para manter por perto as pessoas a quem ama. Ele aprendeu que só é capaz de manter relacionamentos, quem aprendeu a relevar situações. Às vezes finge que não ouviu, perdoa em silêncio e deixa que o rio continue seguindo seu curso. Quando queremos tirar satisfações de tudo, acabamos tirando pessoas importantes de nossas vidas. O Soldado da Paz sabe que não pode cultivar relacionamentos descartáveis.

Thiago Mendes

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sobre a intenção e poucas palavras!


É final de tarde, quase noite. Estou sentado no banco da pracinha aqui perto de casa pensando em como a vida tem sido difícil ultimamente. Os relacionamentos rompidos, os eternos problemas financeiros, as dificuldades que nunca dão trégua...Um rapaz senta-se ao meu lado. “Eu sempre te achei um tolo”, diz. Não olho em sua direção. Sei de quem se trata. “As coisas poderiam ser muito mais fáceis para você se estivesse fazendo as mesmas coisas que faz, mas trabalhando para mim”. Eu deveria, ali mesmo, ter ordenado que partisse, mas me mantive em silêncio. Ele continua. “Há anos venho observando sua luta, que a cada dia, vai parecendo ser mais e mais em vão”. Pela primeira vez olho para ele. É frio e fita algum ponto distante com olhar tranquilo. “O que mudaria em minha vida?”, pergunto. Ele se ajeita no banco desconfortável da praça. “No seu trabalho mudaríamos apenas sua intenção e algumas palavras. Mas em sua vida, muitas coisas mudariam”. Ele tem razão, há anos venho me arrastando com pessoas em minhas costas, algumas que não dão nenhum resultado, e os problemas não evoluem. Mas tenho minha convicção: “Jamais trabalharei para você. Prefiro arrastar-me até o último dia do que trair minha missão”. Ele se levanta e sai. Ponho a cabeça entre as pernas e faço uma prece. “Senhor, guarde minhas palavras e minhas palavras”.

Thiago Mendes

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sobre abraços e agasalhos!


Sei que não serei capaz de viver sem errar, mas que pelo menos eu seja capaz de não fazer da minha vida um grande erro. Sei que jamais serei perfeito, mas que isso não me impeça de tornar-me, a cada um dia, uma pessoa um pouco melhor. Sei que sempre terei sentimentos ruins, mas que pelo menos as minhas intenções sejam boas. Sei que jamais serei capaz de amar a todas as pessoas, mas que, pelo menos eu ame aquelas que cruzarem os meus caminhos, fazendo-me bem ou mal. Não! Eu nunca conhecerei tudo, mas que eu pelo menos seja capaz de conhecer o que elevará o meu espírito. Sei que nunca conquistarei tudo, mas que eu conquiste o que eu puder e faça deste território conquistado, um abrigo aos pequeninos desta vida. É, eu sei que jamais poderei dar abrigo a todos aqueles que sofrem de frio, mas que eu não negue abraços e agasalhos a quem eu possa oferecer. Afinal, quanto mais quente o planeta, mais frio torna-se o ser humano. Sei que o que escrevo jamais terá sentido para todos, mas que pelo menos, tenha sentido àqueles que levam a Espada Sagrada. Tem sentido pra você?

Thiago Mendes

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sobre as lágrimas de vidro!


Às vezes o Soldado da Paz se sente tão frágil e decepcionado com o seu passado que, para ele, chorar se torna impossível. Passou a ter lágrimas de vidro. Nestes momentos alguém bem intencionado se aproxima: “O que está acontecendo com você? Sentimos falta de seu brilho e da alegria com a qual sempre contagiou a todos”. Mas o problema não está nos olhos que choram lágrimas sólidas e cortantes, e sim, no coração que acabou por se petrificar. O Soldado da Paz se justifica. “Tornei-me incapaz de confiar nas pessoas. Já fui traído no passado e agora tenho medo de que tudo aconteça outra vez”. O amigo põe as mãos em seus ombros. “Esqueça o passado”, diz, “sempre poderemos recomeçar”. O Soldado da Paz começa a sentir seus olhos arderem. “Está doendo, não serei capaz de perdoar”. O amigo o abraça. “Cada pessoa que liberar do seu passado tornará suas lágrimas mais leves. Perdoe”. Os ombros do amigo vão se enchendo de vidro e sangue, até que milagrosamente as lágrimas começam a voltar. O Soldado da Paz se permite. O amigo estava certo: o perdão despetrifica o coração e traz de volta as lágrimas que lavam a alma. O guerreiro está novamente limpo e preparado para o combate.

Thiago Mendes 

Sobre uma noite de batalha e a verdadeira aliança!


são quase meia noite e todos estão exaustos. O inimigo não trégua e lutam ininterruptamente desde o nascer do Sol. Alguns soldados parecem revoltados com a insistência do líder em manter o combate durante tanto tempo. Um pequeno grupo vai até um dos generais e contesta.Senhor, lutamos para além de nossas forças, estamos muito cansados e não somos de acordo em permanecer no combate. O general fita cada um.Amigos, realmente em alguns momentos não é fácil nos manter em grupo, mas é justamente nestas horas de dificuldades que mostramos quem nós somos. Todos estamos aqui, dando os mesmos golpes, enfrentando a mesma noite e derramando o mesmo suor. Neste momento o general limpa o rosto molhado. Sua expressão é de cansado e coragem.Ouçam o que vou lhes dizer, continua,o nosso líder está aqui conosco e derrubou mais inimigos do que todos nós e se ele quer que permaneçamos no combate, estaremos aqui. Eu jamais colocarei em risco a aliança que tenho com ele em razão de soldados que desejam se entregar no meio da batalha. Vamos continuar lutando juntos e na hora certa descansaremos comemorando mais uma vitória conquistada através da união. Todos levantam as suas espadas. Bom sinal. Em cada coração fica o princípio: não devemos sacrificar a aliança que temos com o nosso líder em razão da conveniência de alguns subordinados.

Thiago Mendes

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sobre a mulher que decidiu deixar as máscaras!


A Mulher de está cansada de teatros. Ela passou a vida inteira vivendo cenas e criando personagens para agradar a outros. Foi obrigada a sorrir quando tudo o que desejava era um colo onde pudesse chorar em paz; fez companhia quando o que desejava eram alguns minutos de sossego; dançou publicamente quando tudo que precisava era de um deserto onde pudesse caminhar sozinha, sem expectadores. Mas não era possível, estava sendo avaliada o tempo todo. Era obrigada a trocar abraços indesejados, inventar um sorriso e tentar mantê-lo ali, intacto; dizer palavras carinhosas a pessoas às quais desejava ardentemente desprezar e, isso durou até perceber que enquanto fazia teatro aceitando a outros, desprezava a si mesma. Sua face sorria enquanto a alma gemia de dor. Agora está tentando se disciplinar em sua nova vida. Decidiu que será mais verdadeira, dirá mais a verdade e encenará o mínimo que puder. A Mulher de não quer ser áspera, nem ríspida, mas busca o direito de ser ela mesma. Está disposta a matar, um por um, cada personagem que criou ao longo de sua vida. Não será fácil, pois está tão familiarizada com alguns, que parecem fazer parte de sua essência. Se ela irá conseguir, o tempo e seus expectadores poderão nos dizer.

Thiago Mendes