segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sobre torres e poços!

Os tolos estão por aí - eufóricos, quase enlouquecidos desejando edificar torres!Elas são imponentes, altas, quase intransponíveis e podem ser vistas por povos que habitam outras terras. O pior é que estes tolos possuem argumentos suficientes para angariar colaboradores que os ajudem em suas megalomanias. “Venham, vamos edificar algo grande que seja capaz de surpreender nossos inimigos e de garantir um futuro longo e promissor”, gritam recebendo os aplausos eufóricos da multidão. Enquanto isso o Soldado da Paz cava seu poço, cresce para dentro e é obrigado a ouvir os comentários daqueles que só enxergam a vida de cabeça para baixo. “O que está fazendo? Ninguém saberá quem cavou este poço; você jamais será lembrado”, dizem em tom sarcástico. Mas o Soldado da Paz não se importa. Ele sabe que o mais importante não é quem cavou o poço, e sim, as pessoas que matarão a sua cede bebendo destas águas. O Soldado da Paz enxuga o suor que escorre pelo seu rosto e continua cavando sozinho. Ele chamou algumas pessoas para ajudá-lo, mas estavam todas ocupadas queimando tijolos para a torre e não puderam vir hoje. Vamos seguir cavando, se os invejosos os entulharem, cavaremos outros novos. 
  
A ideia é do Pr Giuliano Miotto, o texto é meu, a água é da Vida.

Receba meu carinho,
  
Thiago Mendes

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sobre a hora da nossa morte, amem!

Um dia chegará o momento em que seremos obrigados a partir. Nossas desculpas e tentativas para permanecer aqui se esgotarão, já teremos tentado de tudo, feito todos os remendos possíveis, e então, inevitável e irremediavelmente terá chegado à hora. Não há bagagem, talvez nem tempo para despedidas, apenas a ordem de partir. A morte é difícil e quase inaceitável porque estamos tão presos a tudo o que só existe nesta dimensão, aqui neste lado do rio, que nos sentimos incapazes de viver sem tudo o que chamamos de “nosso”. Não! Não temos nada por aqui. A vida nos emprestou coisas e pessoas que nos são úteis e devemos cuidar destas coisas e amar estas pessoas enquanto estamos por aqui, mas sem nunca cair no erro de achar que tudo isso é “nosso”. O Soldado da Paz precisa saber que todos nós devemos estar preparados para a partida, pois lá deixaremos o que temos, para viver apenas o que somos.

 Thiago Mendes

Sobre iscas e oportunidades!

Jávier esta terminando suas tarefas com a limpeza da cabana quando seu guia espiritual diz que irão pescar neste final de tarde. Arrumam varas, preparam iscas e partem juntos para o riacho próximo dali onde o velho costuma pescar uma vez por semana. “Não sei preparar iscas”, diz o moço desajeitado com o anzol tentando segurar a minhoca em suas mãos. O guia espiritual sorri. “O que quer que eu faça?”, pergunta o velho enquanto arranca o primeiro peixe do córrego. “Quero que coloque a isca em meu anzol!”, responde o moço já impaciente com os mosquitos que começam a rondar seus ouvidos. O guia pega o anzol do moço, finge colocar uma isca e volta a pescar em silêncio. Pega mais um peixe, outro, e mais outro. Enquanto isso Jávier não sente nada beliscar o seu anzol, então pede para trocar de lugar com o mestre. “Tudo bem”, diz o velho com voz cínica jogando o anzol exatamente no lugar onde o de seu aluno estava. Poucos segundos depois o velho já pega um peixe grande. “Qual o seu segredo?”, pergunta Jávier mostrando-se irritado e impaciente. “Meu segredo é que eu não quero que os outros façam por mim aquilo que só eu devo fazer”, começa. “Seu anzol está sem iscas e jamais pegará um peixe assim. Aprenda algo: iscas são como oportunidades em nossas vidas. Enquanto alguns estão esperando que alguém lhes dê de graça, outros estão criando-as. Aprenda a iscar seu próprio anzol e irá atrair para sua vida aquilo que você deseja”. O velho se levanta e diz que aqueles peixes já são suficientes para o jantar. Foi assim que Jávier aprendeu sobre iscas e oportunidades.

Thiago Mendes

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sobre o deserto, incertezas e dificuldades da vida!

O Soldado da Paz para com seus homens na entrada de um grande deserto. Estão cansados, cavalgam há dias e não sabem se poderão suportar o peso destas areias nem se o pão e a água que eles têm serão suficientes para atravessar aquele cenário quase infinito de areias e incertezas. O Soldado da Paz precisa fortalecer seus homens. "Passamos a vida inteira atravessando desertos", começa, "e o pior de se estar em uma situação destas é que realmente não sabemos se iremos conseguir passar por tudo isto mais uma vez. Todos nós que caminhamos pelo chão da vida, em algum momento já tivemos que encarar as incertezas". Seus homens ouvem calados. Estão realmente precisando de uma palavra que venha fortalecer suas convicções. "Em um deserto há algo pior do que seguir a direção errada: caminhar em círculos". O Soldado da Paz aponta na direção do infinito das areias. "O pior é que só existe uma maneira de se saber se sairemos ou não vivos de mais este momento: enfrentando! E aqui, tudo que podemos fazer é seguir em frente”. Seus homens não mostram euforia, mas entendem o recado. Há coisas em nossas vidas às quais nós simplesmente não temos o direito de fugir! 


Thiago Mendes


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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sobre colo, carinho, amor e sexo!

Aqui estamos nós, à procura da realização pessoal! Cada um correndo atrás de sua caça. Alguns desejam colo, outros buscam carinho; há ainda aqueles que querem amor ou sexo! Os mais famintos diriam que preferem tudo isso junto: colo, carinho, amor e sexo - eterna busca! Fome de cada dia. Mania de gente viva. Loucura de cada louco. Equilíbrio de cada um que faz malabarismos nesta corda bamba que se torna a vida. Sim! Lá vamos nós, cambaleando; quase caindo e quase levantando; quase de pé e quase dormindo. Lá vamos nós - em busca de nós mesmos, cavando para dentro, discernindo os nossos desejos e as nossas intenções. Vamos sem saber direito até onde desejamos chegar. Quanto maior a sede, mais fundo o poço. Calma! Não tão rápido - não tão fundo! Colo, carinho, amor e sexo; até aqui, nas fontes mais desejadas e procuradas da vida, os exageros podem nos fazem mal. Vá, busque, se entregue, mas não ultrapasse as linhas sagradas estabelecidas pelo bom senso.

Cavando,

Thiago Mendes

Thiago Mendes está no ar todos os dias das 10 às 11 horas da manhã na Rádio Primitiva apresentando o programa Palavra que Cura. Acompanhe pelo site: www.nacaoprimitiva.com

Sobre Deus, flores e borboletas!

Jávier, o jovem aprendiz, está encostado em uma árvore observando seu guia espiritual aguar as plantas no jardim. Para o sábio, todas as energias do Universo parecem estar concentradas ali, no meio daquelas flores e borboletas. O jovem resolve quebrar o silêncio: "Se criarmos um sistema de irrigação ganharemos mais tempo e assim poderemos nos dedicar mais aos estudos sobre os mistérios de Deus!". O sábio não interrompe seu assovio melódico nem o trabalho. Jávier volta a falar: "O senhor gasta muito tempo com estas tarefas inúteis, jogando água em plantas e rachando lenha para a fornalha. Deveríamos comprar novos equipamentos para que possamos nos dedicar mais em estudar sobre as coisas sagradas". O sábio para por alguns instantes a sua tarefa e olha frustrado para o rapaz: "Você nunca chegará a Deus seguindo por este caminho", começa. "Se deseja encontrar a Deus, aprenda gastar tempo observando flores e pegando borboletas. Elas te levarão até Ele". O velho respira fundo, assovia por mais alguns segundos, joga água em mais uma planta e termina sua lição. “Os caminhos que nos conduzem até Deus são belos como as flores e leves como borboletas. Siga as coisas simples, e O encontrará”.
 
Thiago Mendes

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sobre a maior de todas as aventuras da vida!

Hoje o Soldado da Paz não está a fim de dividir o seu mundo com mais ninguém a não ser com aqueles que são a sua vida. Prefere o silêncio aos elogios; amigos a admiradores - ele aprendeu que admiradores nos amam pelo que representamos e amigos nos amam apenas pelo que somos! Cansou de estar alegre, decidiu buscar a felicidade! E hoje decidiu que o lugar mais longe onde deseja ir é até ali, nos braços de quem ama. Quem leva a Espada Sagrada deve entender que ganhar o mundo inteiro sem aproveitar as coisas mais gostosas desta vida é tolice. Para o Soldado da Paz o mais gostoso é poder sentir o amor daqueles a quem ele ama. Às vezes a maior aventura do mundo é ficar sem fazer absolutamente nada. Quando decidimos fazer este tipo de aventura, coisas como ver um filme repetido na TV ou brincar de “serra o papo do vovô” com os filhos, se transformam nas coisas mais incríveis da vida. Neste mundo onde todos estão apressados demais sem saber direito para onde estão indo, ficar sem fazer nada e descansar talvez seja uma das maiores aventuras!

Descansando,

Thiago Mendes

Sobre as cores da vida!

A vida e suas cores. Ela às vezes é como um arco-íris: linda, vibrante, quase palpável. Em outros dias sem que ninguém possa explicar os seus porquês ela amanhece embaçada, sem cores - vida sem vida! Devemos entender que há mil coisas que podem colorir os nossos dias: um novo namorado ou namorada, o nascimento de um filho, um novo amigo, uma viagem não programada ou um passeio pelo bosque de mãos dadas com a pessoa com quem decidimos misturar as nossas tintas. A vida e suas cores! O charme do preto e do branco, o vermelho regalado, o cinza ofuscado, ou o verde de esperança. Podemos hoje, aqui no Diário de um Soldado, ver quais cores estão faltando na tela de nossas vidas e de alguma forma tentar melhorar o nosso visual. O Soldado da Paz sabe que as melhores cores sempre serão as do amor, fé, esperança, respeito, humildade, gratidão, e algumas outras semelhantes a estas. Lembre-se: A vida tem a cor que você pinta. Que cor está a sua hoje?

Pintando,

Thiago Mendes

Sobre otimismo, prudência e um oceano!

O Soldado da Paz espera sempre o melhor, mas mesmo assim não abre mão de estar preparado para o pior. Ele sabe que nossas esperanças não podem fazer de nós guerreiros imprudentes. Nem todos são capazes de entender seu otimismo. “Parece imaturo”, comenta alguém. “Além do mais”, outro conclui, “acho que não percebe que as coisas não estão tão boas assim”. Mas o Soldado da Paz não se importa. Prefere manter o otimismo e seguir em frente. Quando iniciou nos estudos do Caminho Sagrado seu guia lhe ensinou um princípio: para que coisas difíceis se tornem ainda mais difíceis, basta acreditarmos na força desta dificuldade. Ele então prefere acreditar no amor, na possibilidade de mudança, na força de seu grupo e na inspiração de vitórias passadas; mas tudo isso sem perder a prudência. Ele sabe que uma pessoa mais otimista significa um mundo inteiro mais esperançoso. Afinal, os oceanos também são feitos de gotas.

Abraço Fraterno,

Thiago Mendes

Sobre o medíocre, o ilustre e um teste!

O guia espiritual parece não estar de bom humor hoje. Está mais calado, fala apenas o absolutamente necessário e não esboçou nenhum sorriso ainda. O jovem Soldado da Paz que já estuda com ele há vários meses e nunca o viu assim, fica preocupado e resolve perguntar o que está acontecendo. “Não é nada, filho”, começa em tom desanimado. “Estou apenas chateado hoje, porque dediquei minha vida toda a ensinar jovens como você sobre os segredos do Caminho Sagrado. Falo de amor, de fé, ensino vocês a carregarem a espada da vida com dignidade e desde quando comecei a ensiná-los - e isto há muitos anos, nunca perdi um aluno”. O jovem aprendiz fica sem jeito, jamais havia visto seu guia espiritual daquela forma. “Hoje”, continua o sábio, “quando cheguei ao mercado ouvi alguém me afrontar dizendo que gastei a minha vida inteira com algo que não vale a pena, que meus ensinamentos são arcaicos e que já não tem mais eficácia nos dias de hoje. Ouvi ainda que o mundo está ocupado demais para dar atenção a bobagens como as que ensino”. O jovem não diz nada durante alguns segundos. Ele pensa que pode ser apenas um teste. Já havia sido testado com situações antes. Finalmente o jovem Soldado da Paz respira fundo. “O consolo dos medíocres é ter o que falar acerca dos ilustres”, diz em tom de tranqüilidade. O velho não concorda nem discorda, mas parece melhorar levemente o seu humor. Se isto foi um teste, pouco importa. De qualquer maneira parece que o jovem guerreiro foi aprovado.

Thiago Mendes

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sobre a voz do vento!


O Soldado da Paz acordou preocupado hoje. De alguma maneira ele sabe que o inimigo está preparando uma emboscada e seus homens parecem não estar percebendo isso. Não há barulho, nem rumores naturais, nem algum vigia desesperado balançando a bandeira de aviso – mas o ar está trazendo más notícias. O mundo invisível mostra claramente que a qualquer momento seu grupo será duramente atacado. O Soldado da Paz pensa em chamar os companheiros e dividir a sensação com eles, mas percebe que estão atentos demais ao horizonte, e gastam todas as energias afiando suas espadas e não são capazes de ver o mais óbvio: o invisível! O Soldado da Paz entra em sua tenda, se ajoelha e pede aos Céus que lhe mostre a coisa certa a se fazer. A resposta vem rápida. “Reúna seus homens e lhes ensine que vigilância não é apenas observar e guardar o acampamento. Muito mais que isso,” conclui a voz doce, “vigilância é, sobretudo saber guardar as partes mais sensíveis do coração”. O Soldado da Paz se levanta e deixa a tenda. Chegou a hora de chamar todos e lhes ensinar que na batalha da vida, só vencemos quando aprendemos a entender o que diz a voz do vento.

Thiago Mendes

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sobre a voz do vento!

O Soldado da Paz acordou preocupado hoje. De alguma maneira ele sabe que o inimigo está preparando uma emboscada e seus homens parecem não estar percebendo isso. Não há barulho, nem rumores naturais, nem algum vigia desesperado balançando a bandeira de aviso – mas o ar está trazendo más notícias. O mundo invisível mostra claramente que a qualquer momento seu grupo será duramente atacado. O Soldado da Paz pensa em chamar os companheiros e dividir a sensação com eles, mas percebe que estão atentos demais ao horizonte, e gastam todas as energias afiando suas espadas e não são capazes de ver o mais óbvio: o invisível! O Soldado da Paz entra em sua tenda, se ajoelha e pede aos Céus que lhe mostre a coisa certa a se fazer. A resposta vem rápida. “Reúna seus homens e lhes ensine que vigilância não é apenas observar e guardar o acampamento. Muito mais que isso,” conclui a voz doce, “vigilância é, sobretudo saber guardar as partes mais sensíveis do coração”. O Soldado da Paz se levanta e deixa a tenda. Chegou a hora de chamar todos e lhes ensinar que na batalha da vida, só vencemos quando aprendemos entender a voz do vento.

Thiago Mendes

Sobre o Paraíso Pessoal!

Cada um de nós está em busca de seu Paraíso Pessoal. Este é aquele lugar que nos cabe bem, onde ficamos em perfeita harmonia com nosso ser interior. Ali os conflitos não nos atingem, nem os medos são capazes de nos assombrar. Neste lugar nos tornamos invisíveis para os fantasmas que nos persegue. Todos nós deveríamos ter um Paraíso Pessoal. Para alguns é estar nos braços da pessoa amada, para outros é estar no trabalho, talvez em casa vendo TV, ou ajoelhado fazendo uma prece. Não importa onde está o nosso paraíso, mas todos nós temos que ter este lugar de descanso, onde ali os problemas se deletam, o amor nos aconchega e a paz encontra nossos corações quase sempre acelerados – correndo na velocidade da vida. O Soldado da Paz aprendeu que só é capaz de ser feliz aquele que pode parar, às vezes, para curtir o seu próprio paraíso. 

Thiago Mendes

Amadureci!

Hoje, já amarrotado pelo tempo, consigo perceber que, claro, o amor é essencial, mas ele sozinho - sem ideias compatíveis, jogo de cintur...