quinta-feira, 19 de julho de 2018

Sobre a vida e o momento!


Tudo nessa vida é emprestado, usual, casual, transitório, passageiro, efemeramente temporal, enfim - somos inquilinos prestes a sermos despejamos de mãos abertas e vazias. Não há escrituras, relações afetivas ou ocupações que sejam suficientemente capazes de fazer desta passagem, uma estadia. A gente adia, se agarra, se remenda, mas chega o momento em que não haverá mais jeito. A verdade é que não há nada para o que ou para quem - que tenhamos o direito de dizer: “é meu”. Mesmo a melhor das intenções; as mais íntimas e sinceras relações; os mais sólidos juramentos, os melhores mandamentos - tudo irá passar. Retroagimos da existência para histórias, até que as reverberações de nossa passagem aqui se reduzem a meras lembranças e, por fim, seremos esquecidos; todos nós seremos. Pelé, Ayrton Senna, Michael Jackson – um dia todos desaparecerão dos museus, dos papéis e das lembranças – mesmo que isso demore alguns milhares de anos. Na vida nós só temos o momento. O resto é hipótese, é suposição. Precisamos entender que não temos nada por aqui. Tudo que usamos é empréstimo, casualidade, transitoriedade e, mesmo que tenhamos relações afetivas muito sinceras com tudo isso, um dia – cedo ou tarde, não mais nos será possível “possuir”.  

Thiago Mendes

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Sobre a roda do destino!

De tempos em tempos os ciclos se findam, a roda impiedosa do destino gira e muita coisa importante será obrigada a se tornar saudade. Seguir adiante é a única opção. Não importa quantas coisas valiosas terão que ser deixadas para trás. Somos empurrados através de caminhos estreitos e em becos sem saída – seja pelas configurações da vida que, súbita e inexplicavelmente nos alcançam, seja por um forte sentimento que nos obriga a partir, a seguir, a abandonar. E nem sempre abandonamos porque deixamos de amar, ou porque deixou de ser importante. Às vezes a gente só quer ir. Só quer ter o direito de abandonar sem culpa.  E é justamente por amar que não queremos oferecer ao outro o inferno de ter que convier com alguém que já não se sente mais “ali”. Como é ruim dividir a vida com uma pessoa que já se foi em alma e sonhos, mas insiste em manter o corpo. De tempos em tempos os ciclos se findam, a roda impiedosa do destino gira e precisamos aceitar isso. Caso contrário compartilharemos existências amargas e frustradas. Se for pra dividir a vida, que isso seja feito com prazer e alegria.
Thiago Mendes

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Sobre a coragem!

A coragem é um ato de nobreza e precisamos dela tanto para iniciar quanto para encerrar ciclos. A coragem que diz ao guerreiro: "Vá ao combate e enfrente tudo o que for necessário", é exatamente a mesma que afirma: "Guarde sua espada e volte à tenda. É bobagem insistir em uma guerra perdida. Descanse, se reconstrua, se redefina, aproxime-se de novas pessoas, e dê a si mesmo a chance de viver outras histórias". O guerreiro então deixa a espada e não se sente culpado ou derrotado por isso. Está apenas respeitando os ciclos. É alguém de coragem e, portanto, sabe agir e desistir com a mesma dignidade.

Thiago Mendes

Sobre a vida e o momento!

Tudo nessa vida é emprestado, usual, casual, transitório, passageiro, efemeramente temporal, enfim - somos inquilinos prestes a sermos ...