quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Jávier, o aprendiz, e Álih, seu guia, estão meditando quando aparece um sujeito já de meia idade que faz uma pergunta ao velho: “Santo homem, como me aproximo de Deus? O velho sorri. “Divirta-se. Louve o Criador com sua alegria”, foi a resposta. Os dois continuaram a meditar. Logo, um jovem aproximou-se: “O que faço para me aproximar de Deus?” O velho fecha a cara e fala com rispidez: “Não se divirta. Leve uma vida de sacrifício e renúncia”. Quando o jovem partiu, o discípulo comentou: “Não me parece honesto dar respostas diferentes a perguntas iguais”. O velho sorri. “Nenhum dos dois irá seguir meu conselho a risca. O homem de meia idade já está perdendo as forças, não tem muito ânimo, talvez minhas palavras motivem-no a se alegrar nestes seus últimos anos. Já o rapaz está cheio de energia, com isso, pode cometer exageros. Talvez minhas palavras ajudem-no a se equilibrar um pouco. “Assim, com um pouco de sorte, ambos encontrarão um lugar sagrado chamado equilíbrio”.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sobre as lágrimas de sal!

A vida é uma estrada de muitas curvas. Às vezes as coisas mudam rápido, drástica e impiedosamente e o pior é que nem sempre estamos preparados para tais mudanças. Nós não precisamos ser invencíveis, mas certamente é necessário que sejamos capazes de nos adaptarmos aos novos cenários, às novas realidades que nos são impostas pela vida. Ninguém escolhe perder ou sofrer, mas há momentos em que tudo o que podemos fazer é aceitar. E, embora não tenhamos escolhido a derrota ou o sofrimento em si, na grande maioria das vezes, são justamente as escolhas que fazemos que produzem tais males. Aí caberá a nós mesmos o desafio de aceitar a dor e fazer dela um novo molde ao nosso caráter. Aí caberá a nós mesmos o desafio de rever nossas atitudes e seguir com a vida – apesar de todos os seus pesares. Não nos prostremos ante o sofrimento. Não aceitemos ser afogados no rio de lágrimas e sal. Que possamos chorar todas as lágrimas possíveis e necessárias, mas que lá no final cada uma delas tenha nos valido a pena”.

Thiago Mendes

Sobre a vida e o momento!

Tudo nessa vida é emprestado, usual, casual, transitório, passageiro, efemeramente temporal, enfim - somos inquilinos prestes a sermos ...