terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sobre ser escudo para os companheiros!


Depois de caminhar sozinho por várias horas o Soldado da Paz avista uma casinha velha à beira do caminho. “Olá”, grita ele ao se aproximar, “tem alguém aí?”. O “entre” veio de uma voz cansada, fraca e intensa. O Soldado da Paz entra devagar, medindo os seus passos. A casa simples e muito bem arrumada com o chão batido e o cheiro de terra molhada penetram sua alma. “Sente-se”, diz a senhora com olhar amável sentada em uma cadeira de balanços enquanto faz crochê. O Soldado da Paz tenta explicar sua presença. “Deixei meus homens para trás pra tentar encontrar o meu caminho. Agora sinto-me sem direção e não sei o que fazer”. A senhora deixa sua agulha e o pano de crochê de lado. “Você os feriu. Foi flecha em suas vidas quando deveria ter sido escudo. Continue seguindo em frente e encontrará o que tem buscado”. Neste momento a senhora volta a fazer o seu crochê e não diz mais nada. O Soldado da Paz se levanta pra continuar o seu caminho. A partir de agora será flecha para o inimigo e escudo para os companheiros.

Thiago Mendes

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