sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sobre a mulher, a alma e as pragas do jardim!


A mulher de fé acordou decidida a mudar o seu jardim. Irá adubar a terra, replantar flores e arrancar matos. Ela sabe que todos nós de vez em quando devemos reconstruir os nossos jardins. “Isto melhora a autoestima e nos dá a chance de mudar nosso Universo”, diz apenas para si. E é aí que começa o seu trabalho e, pouco a pouco, vai percebendo que mudar jardins não é fácil como imaginava. Algumas pragas estão tão enraizadas que, quando arrancadas, deixam crateras na superfície. Mas a mulher de fé está decidida. “Irei até o fim e, por mais difícil que seja livrar-me das pragas que poluem o meu jardim, quero arrancar cada uma delas”. Quem conhece de flores sabe que não importa quão belas elas sejam, sua beleza só irá aparecer se estiverem no lugar certo. “E é exatamente assim com a gente”, pensa ela enquanto arranca mais um mato. “Se nossas almas estiverem cheias de pragas, mesmo que sejamos boas pessoas, a beleza interior jamais irá aparecer”. A mulher de fé sabe que arrancar pragas da alma é exatamente como arrancar pragas do jardim: às vezes dói e deixa crateras, mas só assim nossa beleza interior irá aparecer!

Thiago Mendes

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