sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sobre quando os músicos param de tocar!


Nossa alma é um grande salão de festas. A noite começa sempre animada, música alegre, as danças que enfeitam o espaço amplo, as luzes coloridas dando vida ao ambiente, os músicos lá no palco distribuindo gratuitamente aquela alegria radiante. Até que... Em algum momento, os músicos param de tocar. E é aí que começa o drama de quem vive pela alma. As luzes se apagam, a alegria se despede, os músicos guardam caprichosamente os seus instrumentos naquelas capas bonitas e partem para os seus dramas pessoais. Sim, eles também geralmente distribuem de graça aquilo que não possuem. É justamente na hora do silêncio, quando a vida se aquieta, quando os assuntos cessam, quando só resta algum outro solitário ali que varre o salão - pensando em sua própria tristeza, que nós caminhamos até o nosso próprio encontro. “Será que sou feliz?” A pergunta surge inesperadamente. “As tantas lutas desta vida, as decepções enfrentadas, os medos que – como fantasmas insistem em nos perseguir – enfim!”. Amanhã terá outro baile, novas músicas, novas luzes e talvez uma nova oportunidade de encontrar o meu caminho. Talvez a mesma pergunta silenciosa volte: “Será que sou feliz?” Hoje me sinto incapaz de respondê-la. Talvez amanhã, quando os músicos pararem, eu possa dizer um “sim”. Será?

Thiago Mendes

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