terça-feira, 31 de julho de 2012

Sobre o pão das ilusões!


A mulher de fé está decidida a não ceder mais às mesmas tentações. Por muitas vezes disse para si que resguardaria sua alma e fugiria de tudo aquilo que só lhe faz mal, mas motivada, vezes pela carência, vezes pelos próprios desejos que não dão trégua, acabou entregando-se e, como sempre, terminou machucara, frustrada e arrependida. Ela sabe que o verdadeiro alento para seu interior não está ali, escondido atrás de sensações que passam rápidas demais, deixando sua alma insatisfeita e vazia, sempre levando-a às mesmas conclusões. “Eu não devia ter cedido, fui fraca e irresponsável”, diz seu interior. “É verdade”, responde o acusador com sua voz trêmula e sarcástica. “Mais uma vez acabou traindo suas próprias convicções. Você não passa de uma mulher fraca e sem valor. Não sabe valoriza-se. Como desejar ser valorizada pelos outros?”. Quando isso acontece ela não consegue se ver no espelho, perde o brilho e deixa de ouvir seu coração por um bom tempo até que resolve buscar forças para voltar à sua luz. E agora que está na luz, deseja permanecer nela. Não irá buscar em farelos o pão que necessita para realizar-se. Está cansada de alimentar-se de ilusões. Quer algo para chamar de “para sempre!”.

Thiago Mendes

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