quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Me assustei um pouco com a repercussão do Diário de um Soldado de ontem



Sim! Recebi vários textos de consolo, dizendo que está tudo bem, pra eu não “ficar assim”, oferecendo ajudas terapêuticas, gente desejando me aconselhar, alguns só desejando saber “o que houve”. Bom, obrigado pela preocupação meus queridos e adoro quando vocês me escrevem, mas a verdade é que às vezes resolvo ser apenas homem: pobre, cego e nu! É verdade! Tiro a capa vermelha, a roupa azul, o grande S do peito, abandono meus “super - poderes” e me decido ser apenas quem eu sou. Vou escrever algo agora, mas gostaria de saber sua opinião. Amei ler as opiniões do meu amigo, bispo Daniel nos Estados Unidos, do Hugo em Goiânia, da minha queridíssima prima Meire em Bela Vista, enfim, é muita gente e não consigo citar todos, mas digo a vocês, citados ou não, que me foram muito úteis. Mas gostaria que comentassem novamente sobre o que vou escrever agora: Em grande parte de nossa vida, vivemos criando personagens que se adaptam a esta ou aquela situação, não é verdade? Somos sorridentes e discretos na fila do banco, maluquinhos na faculdade, calados em casa, robóticos no trabalho, irritados com os nossos filhos e amáveis com os filhos dos outros, aéreos em novos ambientes...Para cada situação criamos uma espécie de EU. Eu apenas publiquei, ontem, um eu mesmo sem a maquiagem, a fantasia e as palavras decoradas para o espetáculo. Acho que para mim agora, espetáculo é ser apenas eu mesmo. As minhas perguntas são: Você seria capaz de viver sem criar personagens em sua vida? Pode me escrever falando um pouco sobre o verdadeiro você?
 Abraço Carinhoso a todos vocês, meus amados, e amanhã prometo virar o disco.
 Thiago Mendes

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