terça-feira, 7 de julho de 2009

Pobres, ricos, sábios, tolos...um problema de ordem filosófica


Confúcio viajava com seus discípulos quando soube que, numa aldeia, vivia um menino muito inteligente.
Confúcio foi até lá conversar com ele e, brincando, perguntou:
“Que tal se você me ajudasse a acabar com as desigualdades?”
“Por que acabar com as desigualdades?”, disse o menino. “Se achatarmos as montanhas, os pássaros não terão mais abrigo. Se acabarmos com a profundidade dos rios e dos mares, todos os peixes morrerão. Se o chefe da aldeia tiver a mesma autoridade que o louco, ninguém se entenderá direito. O mundo é muito vasto.
Os discípulos saíram dali impressionados com a sabedoria do menino. Quando já se encaminhavam para outra cidade, um deles comentou que todas as crianças deveriam ser como aquele menino.
“Conheci muitas crianças que, ao invés de estar brincando e fazendo coisas de sua idade, procuravam entender o mundo”, disse Confúcio. “E nenhuma destas crianças precoces conseguiu fazer algo importante mais tarde, porque jamais experimentaram a inocência e a sadia irresponsabilidade da infância”.
Até a aparente injustiça é justa e necessária.

Receba meu carinho,

Thiago Mendes

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