Estou descalço na beira do riacho. A calça está dobrada até os joelhos e eu sem camisa. Dou mais dois passos na direção das águas e sinto os meus pés gelarem. Respiro fundo e percebo minha alma sendo invadida por tudo ao mesmo tempo: O choro e o riso; a fé e a luta; o amor e o medo; a esperança e as decepções; a amizade e a solidão; os sonhos e os pesadelos; a ansiedade e o refrigério; a dor, a alegria, a noção do tempo e a razão. “Como é bom sentir”, digo para mim mesmo. Aqui não tem nada. O silêncio é o barulho. O grilo cricrilando longe e tímido, o grito assustado da água sendo surpreendida por uma leve queda no riacho um pouco abaixo, alguma folha seca indecisa bailando com o vento ali ao lado e nada mais. “A vida só vale a pena quando somos capazes de senti-la”, digo baixinho não querendo emudecer o silêncio. “E é justamente quando a gente para que podemos sentir os seus toques mais suaves”.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
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