terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sobre um episódio simples que me fez chorar!


No último domingo fui levar o Israel, meu filho de sete anos, para participar de uma corrida infantil. A participação dele foi ótima, ficou todo feliz e eu, orgulhoso. Mas não é sobre ele que desejo falar com vocês hoje. Lá na corrida assisti a uma cena que, sinceramente me fez chorar. Um menino de mais ou menos doze anos estava posicionado para a largada. Do lado de fora da pista o pai o assistia orgulhoso. Os olhos brilhavam cheios de expectativa para ver o filho correr. Mas quando a largada aconteceu, não sei direito o que houve, o menino desabou no chão e foi atropelado pelos outros competidores que, cheios de apetite pela medalha, nem prestaram atenção que havia um companheiro estendido ao chão. Resultado: o menino foi pisoteado e acabou ferido. Mas não chorei de dó, aquele “início de homem” já precisava mesmo ganhar umas raladas da vida. Chorei porque o pai, quando o viu caído, pulou a certa desesperado, levantou o filho, carregou para fora da pista e limpou os ferimentos. Foi aí que senti meu coração arder. O pai tinha as expectativas dele. Acreditava que o filho seria capaz. Mas o menino decepcionou. Cometeu alguma bobagem, caiu e foi atropelado. Mas o pai o buscou no chão, porque mesmo caído não deixou de ser filho. E o pai, mesmo desapontado, não deixou de ser pai. Assim também é com todos nós. Às vezes Deus coloca tanta expectativa em nós e na hora da largada acabamos caindo e decepcionando, mas ele sempre pula a cerca e vem ao nosso encontro. Porque mesmo caídos não deixamos de ser filhos. E Ele, mesmo desapontado, não deixou de ser Pai.

Thiago Mendes



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