quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sobre a mulher, o remo, e seus instintos!


Hoje a Mulher de Fé está com a alma faminta. O pior é que todas as vezes que estes sentimentos surgem, ela começa a ter saudades de momentos que jamais viveu, deixa de perceber as coisas preciosas que estão à sua volta, e, caso não se guarde, parte em busca de experiências que ela sabe, não serão capazes de satisfazer a sua fome e sempre acaba nas mesmas condições: arrependida, com vergonha de si, com medo da auto-reprovação, e com a sensação de ter jogado todas as suas esperanças para o alto. A Mulher de Fé sabe que não deveria ter se permitido chegar a este ponto, mas chegou. Agora tentará remar de volta para o lugar de seu descanso. Ela sabe que esta jamais será uma batalha fácil. É sempre muito difícil remar contra a correnteza de nossos instintos, mas não há outra forma. Encontrará forças desconhecidas, rasgará suas vestes e voltará a sentar-se em seu lugar de honra. E dele, espera não sair nunca mais. 

Thiago Mendes

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