terça-feira, 20 de outubro de 2009

A violência da superficialidade

Não há nada pior do que uma pessoa rasa, superficial. Pessoas que não se envolvem com nada nesta vida, que não criam raízes em nada, que não se comprometem em nada. Até em coisas banais reina a superficialidade, como no futebol, por exemplo. Antigamente víamos um Pelé com fidelidade ao seu time, Santos, um Garrincha e o Botafogo e o amor de Zico pelo Flamengo. Hoje, não há nenhuma relação a não ser a rasa relação financeira entre um atleta e o clube onde joga. E isso se estende em todos os campos da existência. No relacionamento amoroso, se é que assim pode se dizer. Até o amor é raso, superficial. Jesus mesmo disse que no fim dos dias, o amor de muitos se esfriaria; ou seja, o comprometimento com qualquer coisa seria reduzido a pobres interesses. Nem políticos são fieis mais aos seus partidos, pessoas não sofrem mais com o desligamento de uma amizade. Amigo se transformou em conhecido. Missão virou emprego. Partido virou oportunidade. Casamento virou opção. Vida virou circo.

Querido, é tempo de abandonarmos a superficialidade em todas as dimensões da existência e nos enraizarmos, construirmos. Lembro que cortei o meu cabelo na Barbearia do Ernertinho até os meus 11 anos de idade, porque meu avô havia cortado o cabelo lá desde que se casara com minha avó.
Hoje nem me lembro onde cortei o cabelo pela última vez.

Até isso é sinônimo do processo superficialização da vida.

Pense nisso.

Thiago Mendes

Um comentário:

Jocianne disse...

Criar raízes de uma forma geral em nossas vidas... nos dedicar de verdade a tudo que nos é dado com amor... ser fiel aos nossos projetos a nossa vida... pelo menos que possamos nos tornar responsáveis por nossos atos... e que possamos aprender um pouquinho sobre o amor supremo... te amo em Cristo!