quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ricardo: Pina ou Pinóquio?

Na semana passada meu filhinho Israel ganhou da saudosa Tia Zilda um livro da história do garoto Pinóquio que quando mentia tinha o tamanho de seu nariz alterado. Esquecendo o mundo colorido das estórias infantis e voltando ao universo deste tempo chamado hoje nós nos deparamos com uma realidade cinza e pra não dizer que a coisa está preta. Piracanjuba foi abalada com o anuncio do prefeito de que vai demitir em massa, diminuir salário e reduzir expediente da prefeitura.
Lamentavelmente a crise hoje não é de Piracanjuba, nem do Pina nem do Pinóquio. A crise é mundial. O desemprego, os cortes, as reduções, o fechamento de empresas que existem há anos e anos no mercado, gente aparentemente sólida que anunciou problemas sérios este ano. O prefeito errou no sentido de imaginar uma situação colorida sendo ela bastante preta.
E o pior é que se não demitir, se não cortar, se não desafogar a prefeitura afunda e com ela o próprio prefeito sucumbido em processos administrativos de ordem e responsabilidade fiscal.
Oxalá que este problema fosse único de Piracanjuba. É um problema do Brasil, da América do Sul, dos Estados Unidos e por isso também do mundo inteiro. Ricardo é só a gota deste oceano de anúncios lamentáveis que nenhum prefeito no mundo gostaria de fazer.
O que fazer então? É tempo de continuar acreditando, de trabalhar um pouco mais, de ter fé em Deus enquanto se enxerga a tempestade passar, e orar por todos os que enfrentam este momento de crise. Ainda bem que as dificuldades nos deixam pessoas mais solidárias, mais unidas e é por isso que digo que não é tempo de falar mal de prefeito nem de se exaltar com ninguém, e sim, vamos ajudar com idéias, com preces, e em alguns casos até com soluções materiais.
Se Ricardo é Pina ou Pinóquio o tempo e os anos de sua administração irão dizer, mais estes episódios lamentáveis para todos jamais responderão a esta pergunta.
Que o mundo acinzentado por preocupações não nos impeça de sentar com nossos filhos e viajar pelas belas estradas da imaginação, afinal nestas não existem buracos.

Receba meu carinho,

Thiago Mendes

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